segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Etimologia de "Energúmeno"

A palavra grega ergon significava obra, trabalho, coisa feita. Daí formou-se também em grego, inicialmente, organon, algo que serve para cumprir algumas tarefas. Da mesma forma, ergon com a anteposição da partícula en forma energeia, energia, força interna viva e atuante. 
Ergon aparece também em palavras mais recentes, como ergonomia, que se refere às regras que se empregam para administrar melhor a energia humana no manejo de uma máquina.
Er.go.no.mi.a - sf.
  1  Estudo das relações entre o homem e a máquina, visando melhorar as condições de trabalho e o consequente aumento da produtividade.
 [F.: erg(o)- + -nomia.]
A mesma raiz  ergon aplicada a um particípio, energoumenos, significava, em grego, algo trabalhado internamente e, consequentemente, alguém que mostra um entusiasmo descontrolado, como possuído pelo demônio, e que, eventualmente, se comporta com violência. A forma passiva dá à raiz a denotação de que  trata-se de uma energia que existe dentro do próprio sujeito, mas cuja causa está na realidade fora dele, como parece ocorrer com os energúmenos.

Nova Ortografia - Principais Alterações


 Alfabeto: O alfabeto brasileiro já tem 26 letras. Foram incluídas k, w e y, usadas em casos especiais, como em siglas e palavras originárias de outras línguas. Exs.: Franklin, frankliano; Darwin, darwinismo; Kuwait, kuwaitiano; Kant, kantismo. Km (para quilômetro), kg (para quilograma), kW, (para kilowatt), W (para oeste - West).

Trema: O trema foi abolido de todas as palavras da língua portuguesa. Conserva-se, no entanto, em palavras derivadas de nomes próprios estrangeiros: hübneriano, de Hübner; mülleriano, de Müller; etc. Exs.: Bilíngue (ou bilingue), linguista, cinquenta, equino, linguístico, tranquilo, pinguim.

Acento Diferencial: Deixa de existir para diferenciar duas palavras de significado diferente, mas escritas da mesma forma.
Para (verbo), que se diferenciava da preposição para;
Pelo (substantivo), que se diferenciava da preposição pelo;
Polo (substantivo), que se diferenciava da preposição polo;
Pera (substantivo), que se diferenciava da preposição pera.
Há as seguintes exceções:
Pôde (verbo poder no passado) conserva o acento para se distinguir de pode (verbo poder no presente);
Pôr (verbo) conserva o acento para se distinguir de por (preposição).

Uso facultativo nos casos:
Dêmos (do verbo no subjuntivo que nós dêmos) para se diferenciar de demos (do passado nós demos);
Fôrma (substantivo) para se diferenciar de forma (verbo).

Ditongo Aberto: O acento agudo foi eliminado nos ditongos abertos das palavras paroxítonas, como alcaloide, assembleia, boleia, epopeia, ideia, jiboia, paleozoico, paranoia, onomatopeia.
As palavras oxítonas terminadas em éi, éu e ói continuam acentuadas: chapéu, herói, corrói, remói, céu, véu, lençóis, anéis, fiéis, papéis, Ilhéus.

Hiato: Foram eliminados os acentos circunflexos nos hiatos dos seguintes casos:
oo – enjoo, perdoo, magoo, voo, abençoo;
ee – creem, deem, leem, releem, veem, preveem
O acento circunflexo continua valendo para sinalizar o plural dos verbos ter e vir e seus derivados: eles têm, eles vêm, eles retêm, eles intervêm.

U tônico: A letra u não será mais acentuada nas sílabas que, qui, gue, gui dos verbos como arguir, redarguir, apaziguar, averiguar, obliquar. Assim, temos apazigue (em vez de apazigúe), argui (em vez de ele argúi), averigue, oblique. Pode-se também acentuar desta forma esses verbos: ele apazígue, averígue, oblíque.

I e U tônicos: As palavras paroxítonas que têm i ou u tônicos precedidos por ditongos não serão mais acentuadas. Desta forma, escreve-se feiura, baiuca, boiuno, cauila. Essa regra não vale quando se trata de palavras oxítonas; nesses casos, o acento permanece. Assim, continua correto Piauí, teiús, tuiuiú.
Escreve-se com i, e não com e, antes da sílaba tônica: Adjetivos e substantivos derivados em que entram os sufixos -iano e -iense. Exs.: acriano (do Acre), camoniano (referente a Camões), torriense (de Torres), açoriano (dos Açores), rosiano (relativo a Guimarães Rosa).

Uso do Hífen:
I – Usa-se:
1- Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: anti-higiênico, anti-histórico, co-herdeiro, mini-hotel, bem-humorado, mal-humorado, sobre-humano, super-homem.
2- Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: anti-ibérico, auto-observação, contra-ataque.
3- Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc.
4- Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc.
5- Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, pró-europeu, pré-vestibular, recém-nascido, sem-terra.
6- Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exs.: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu.
7- Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exs.: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.
8- Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Exs.: vice-rei, vice-almirante etc.
9- Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exs.: inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista.
Atenção: Nos demais casos não se usa o hífen. Exs.: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção.

II- Não se usa o hífen:
1- Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, coautor, plurianual, semiaberto.
Exceção: o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante etc.
2- Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exs.: anteprojeto, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, ultramoderno.
3- Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exs.: antirrugas, antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso, cosseno, infrassom, microssistema, minissaia, multissecular, neorrealismo, neossimbolista.
4- Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exs.: hiperativo, interescolar, superamigo, superaquecimento.
5- Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exs.: girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, pontapé.

Atenção: Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exs.:
Na cidade, conta-
-se que ele foi viajar.
O diretor recebeu os ex-
-alunos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Etimologia de "Manequim"

Nos últimos anos, tornou-se mais comum o nome de Modelo para a profissão de homens e mulheres que desfilam mostrando novos desenhos de roupa, porém durante muito tempo empregou-se a palavra Manequim, hoje reservada mais para os bonecos usados para expor a roupa da moda nas vitrines das lojas.

Esta palavra originou-se no neerlandês manneken, diminutivo de man, homem, e foi usada, no princípio, para denominar os bonecos de madeira que os pintores e escultores usavam como modelos, até que o empresário francês Charles Fréderic Worh (1825 – 1895), proprietário da casa de alta costura Worth, decidiu em 1858, utilizar aqueles bonecos para mostrar seus modelos à clientela, onde o nome original holandês foi adaptado para mannequin.
Worth, como outros empresários do seu ramo, não tardou em perceber que esta função seria muito melhor cumprida com manequins vivos e inaugurou assim uma profissão que, inicialmente, levou o nome do boneco holandês e que chegou ao Português como manequim.

Pontue Corretamente

Pontuação: 

Há certos recursos da linguagem - pausa, melodia, entonação e até mesmo, silêncio - que só estão presentes na oralidade. Na linguagem escrita, para substituir tais recursos, usamos os sinais de pontuação.

Estes são também usados para destacar palavras, expressões ou orações e esclarecer o sentido de frases, a fim de dissipar qualquer tipo de ambiguidade.
  • ponto:
Emprega-se o ponto, basicamente, para indicar o término de um frase declarativa de um período simples ou composto.
Desejo-lhe uma feliz viagem.
A casa, quase sempre fechada, parecia abandonada, no entanto, tudo no seu interior era conservado com primor.
O ponto é também usado em quase todas as abreviaturas, por exemplo: fev. = fevereiro, hab. = habitante, rod. = rodovia.
O ponto que é empregado para encerrar um texto escrito recebe o nome de ponto final.
  • o ponto-e-vírgula:
Utiliza-se o ponto-e-vírgula para assinalar uma pausa maior do que a da vírgula, praticamente uma pausa intermediária entre o ponto e a vírgula.
Geralmente, emprega-se o ponto-e-vírgula para:
a) separar orações coordenadas que tenham um certo sentido ou aquelas que já apresentam separação por vírgula:
Criança, foi uma garota sapeca; moça, era inteligente e alegre; agora, mulher madura, tornou-se uma doidivanas.
b) separar vários itens de uma enumeração:
Art. 206. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
II - liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber;
III - pluralismo de idéias e de concepções, e coexistência de instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino em estabelecimentos oficiais.
(Constituição da República Federativa do Brasil)
  • dois-pontos:
Os dois-pontos são empregados para:
a) uma enumeração:
... Rubião recordou a sua entrada no escritório do Camacho, o modo porque falou: e daí tornou atrás, ao próprio ato.
Estirado no gabinete, evocou a cena: o menino, o carro, os cavalos, o grito, o salto que deu, levado de um ímpeto irresistível...
(Machado de Assis)
b) uma citação:
Visto que ela nada declarasse, o marido indagou:
- Afinal, o que houve?
c) um esclarecimento:
Joana conseguira enfim realizar seu desejo maior: seduzir Pedro. Não porque o amasse, mas para magoar Lucila.
Observe que os dois-pontos são também usados na introdução de exemplos, notas ou observações.
NOTA A invocação em correspondência (social ou comercial) pode ser seguida de dois-pontos ou de vírgula:
Querida amiga:
Prezados senhores,
  • ponto de interrogação:
O ponto de interrogação é empregado para indicar uma pergunta direta, ainda que esta não exija resposta:
O criado pediu licença para entrar:
- O senhor não precisa de mim?
- Não obrigado. A que horas janta-se?
- Às cinco, se o senhor não der outra ordem.
- Bem.
- O senhor sai a passeio depois do jantar? de carro ou a cavalo?
- Não.
(José de Alencar)
  • ponto de exclamação:
O ponto de exclamação é empregado para marcar o fim de qualquer enunciado com entonação exclamativa, que normalmente exprime admiração, surpresa, assombro, indignação etc.
- Viva o meu príncipe! Sim, senhor... Eis aqui um comedouro muito compreensível e muito repousante, Jacinto!
- Então janta, homem!
(Eça de Queiroz)
NOTA
O ponto de exclamação é também usado com interjeições e locuções interjetivas:
Oh!
Valha-me Deus!
  • O uso da vírgula:
Emprega-se a vírgula (uma breve pausa):
a) para separar os elementos mencionados numa relação:
A nossa empresa está contratando engenheiros, economistas, analistas de sistemas e secretárias.
O apartamento tem três quartos, sala de visitas, sala de jantar, área de serviço e dois banheiros.
Mesmo que o e venha repetido antes de cada um dos elementos da enumeração, a vírgula deve ser empregada:
Rodrigo estava nervoso. Andava pelos cantos, e gesticulava, e falava em voz alta, e ria, e roía as unhas.
b) para isolar o vocativo:
Cristina, desligue já esse telefone!
Por favor, Ricardo, venha até o meu gabinete.
c) para isolar o aposto:
Dona Sílvia, aquela mexeriqueira do quarto andar, ficou presa no elevador.
Rafael, o gênio da pintura italiana, nasceu em Urbino.
d) para isolar palavras e expressões explicativas (a saber, por exemplo, isto é, ou melhor, aliás, além disso etc.):
Gastamos cinco mil reais na reforma do apartamento, isto é, tudo o que tínhamos economizado durante anos.
Eles viajaram para a América do Norte, aliás, para o Canadá.
e) para isolar o adjunto adverbial antecipado:
Lá no sertão, as noites são escuras e perigosas.
Ontem à noite, fomos todos jantar fora.
f) para isolar elementos repetidos:
O palácio, o palácio está destruído.
Estão todos cansados, cansados de dar dó!
g) para isolar, nas datas, o nome do lugar:
São Paulo, 22 de janeiro de 2011.
Roma, 13 de dezembro de 2010.
h) para isolar os adjuntos adverbiais:
A multidão foi, aos poucos, avançando para o palácio.
Os candidatos serão atendidos, das sete às onze, pelo próprio gerente.
i) para isolar as orações coordenadas, exceto as introduzidas pela conjunção e:
Ele já enganou várias pessoas, logo não é digno de confiança.
Você pode usar o meu carro, mas tome muito cuidado ao dirigir.
Não compareci ao trabalho ontem, pois estava doente.
j) para indicar a elipse de um elemento da oração:
Foi um grande escândalo. Às vezes gritava; outras, estrebuchava como um animal.
Não se sabe ao certo. Paulo diz que ela se suicidou, a irmã, que foi um acidente.
k) para separar o paralelismo de provérbios:
Ladrão de tostão, ladrão de milhão.
Ouvir cantar o galo, sem saber onde.
l) após a saudação em correspondência (social e comercial):
Com muito amor,
Respeitosamente,
m) para isolar as orações adjetivas explicativas:
Marina, que é uma criatura maldosa, "puxou o tapete" de Juliana lá no trabalho.
Vidas Secas, que é um romance contemporâneo, foi escrito por Graciliano Ramos.
n) para isolar orações intercaladas:
Não lhe posso garantir nada, respondi secamente.
O filme, disse ele, é fantástico.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Alguns Vícios de Linguagem

 Entender que a língua se manifesta de maneiras diferentes conforme o contexto é muito importante para quem deseja escrever e fazer isso bem, por isso elimine os vícios de linguagem de seu texto (a não ser que sejam usados como recurso expressivo) pois, eles são desvios das normas da língua-padrão, provocados por descuido ou por ignorância que o falante possui dessas mesmas normas. Dependendo do domínio em que ocorre o desvio, os vícios de linguagem classificam-se em vários tipos:

1. Barbarismo
Sem nenhuma relação aos "barbeiros" que infestam o trânsito, costuma-se chamar de barbarismo aos desvios da norma processados no domínio:

- da grafia: advinhar em vez de adivinhar;
- da pronúncia: rúbrica em vez de rubrica;
- da morfologia: interviu em vez de interveio;
- da semântica (do sentido das palavras): O erro me passou desapercebido em vez de despercebido.

Incluem-se ainda como barbarismo todas as formas de estrangeirismo, isto é, uso de palavras ou expressões de outras línguas:

- galicismo (do francês): Mise-en-scène em vez de encenação, Parti pris em vez de opinião preconcebida.
- anglicismo (do inglês): Weekend em vez de fim de semana.

2. Arcaísmo
Consiste no emprego de palavras ou expressões antigas que já caíram de uso.
Exemplo: asinha em vez de depressa, antanho em vez de no passado.

3. Neologismo
Emprego de palavras novas que, apesar de formadas de acordo com o sistema da língua, ainda não foram incorporadas pelo idioma.
Exemplo: As mensagens telecomunicadas foram vistas por poucas pessoas.

4. Solecismo
O solecismo inclui erros de sintaxe:
- de concordância: Sobrou muitas vagas (em vez de sobraram).
- de regência: Os comerciantes visam apenas o lucro (em vez de ao lucro).
- de colocação: Não tratava-se de problema sério (em vez de não se tratava).

5. Anfibologia ou ambiguidade
Ocorre quando a frase admite mais de uma interpretação.
Exemplo: Presidente e Governador se desentenderam por causa de sua má administração.

Etimologia de "Vernissagem"

De origem francesa, o vocábulo designa o dia da inauguração de uma exposição de arte e geralmente consiste numa festividade reservada para convidados escolhidos e para a imprensa. Este seleto público que frequenta as vernissagens tem assim uma espécie de elegante pré-estreia da exibição (acompanhada de uma indispensável "boquinha", é claro, já que ninguém é de ferro). O vocábulo — literalmente “envernizagem” — vem do Francês vernis (o nosso verniz) e remonta ao velho costume de dedicar o dia anterior à abertura de uma exposição para os artistas aplicarem o verniz protetor nas pinturas a óleo ou fazerem os últimos acabamentos em seus quadros. Na Inglaterra, sempre tão metódica em seus registros, sabe-se que essa tradição vem desde 1809, quando foi oficialmente instituída pela  Royal Academy of Arts. Conta-se, inclusive, que um dos maiores paisagistas ingleses do século passado, o famoso Turner, aproveitava esse dia para fazer mudanças substanciais em suas pinturas.
Um pouco antes da Guerra de 1914, o termo francês vernissage começou a se difundir nos meios artísticos ocidentais, inclusive nas Américas, trazendo com ele o fascínio e o charme da  Belle Epoque. Seu processo de entrada no nosso idioma foi o mesmo de milhares de outros vocábulos importados: primeiro, ingressou aqui como turista, sendo facilmente reconhecível por sua indumentária estrangeira (seu gênero era  masculino e ostentava uma terminação em -age, inexistente no Português).  Depois, no entanto, como os nacionais simpatizassem com ele e o convidassem a fixar residência aqui, abandonou o seu ar gaulês e adotou uma aparência genuinamente vernácula: adaptou sua terminação para o portuguesíssimo -agem e, ipso facto, passou ao gênero feminino — exatamente como fizeram os seus conterrâneos mirage, sabotage, bagage, fuselage, entre muitos outros, que se transformaram em miragem, sabotagem, bagagem, fuselagem. Todos vivem hoje pacificamente ao lado de nossos ferragem, camaradagem, carceragem, vantagem e mais centenas de outros substantivos nativos que têm o mesmo sufixo, sem que puristas xenófobos corram atrás deles com o dedo acusador.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Resumos de Obras Literárias

Os melhores resumos de obras literárias estão no saite http://www.resumolivre.com.br/resumos
 
 

Vozes de animais e barulhos (ruídos)


(Fonte: Dicionário Michaelis. )
Abelha - azoinar, sussurrar, zinir, ziziar, zoar, zonzonear, zuir, zunzum, zumbar, zumbir, zumbrar, zunzir, zunzar, zunzilular, zunzunar 
Abutre, açor - grasnar 
Águia - borbolhar, cachoar, chapinhar, chiar, escachoar, murmurar, rufar, rumorejar, sussurrar, trapejar, crocitar, grasnar, gritar, piar 
Andorinha - chilrar, chilrear, gazear, gorjear, grinfar, trinfar, trissar, zinzilular 
Andorinhão - crocitar, piar 
Anho - balar, mugir 
Anhuma - cantar, gritar 
Anta - assobiar 
Anum - piar 
Apito - assobiar, silvar, trilar 
Araponga - bigornear, golpear, gritar, martelar, retinir, serrar, soar, tinir 
Arapuá - V abelha 
Arara - chalrar, grasnar, gritar, palrar, taramelar 
Arganaz - chiar, guinchar 
Ariranha - regougar 
Árvore - farfalhar, murmurar, ramalhar, sussurrar 
Asa - ruflar 
Asno - V burro 
Auroque - berrar 
Avestruz - grasnar, roncar, rugir 
Azulão - cantar, gorjear, trinar 
Bacurau - gemer, piar 
Baioneta - tinir 
Baitaca - chalrar, chalrear, palrar 
Bala - assobiar, esfuziar, sibilar, zumbir, zunir 
Baleia - bufar 
Bandeira - trepear 
Beija-flor - trissar 
Beijo - estalar, estalejar 
Bem-te-vi - cantar, estridular, assobiar 
Besouro - zoar, zumbir, zunir 
Bezerro - berrar, mugir 
Bife - rechinar 
Bisão - berrar 
Bode - balar, blalir, berrar, bodejar, gaguejar 
Boi - mugir, berrar, bufar, arruar 
Bomba - arrebentar, estourar, estrondar, estrondear 
Búfalo - bramar, berrar, mugir 
Bugio - berrar 
Burro - azurrar, ornear, ornejar, rebusnar, relinchar, zornar, zunar, zurrar 
Buzina - fonfonar 
Cabra, cabrito - balar, balir, berregar, barregar, berrar, bezoar 
Caburé - piar, rir, silvar 
Caititu - grunhir, roncar 
Calhandra - chilidar, gazear, grinfar, trinfar, trissar, zinzilular 
Cambaxira, corruíra, garrincha - chilrear, galrear 
Camelo - blaterar 
Campainha - soar, tilintar, tocar 
Camundongo - chiar, guinchar 
Canário - cantar, dobrar, modular, trilar, trinar 
Canhão - atroar, estrondear, estrugir, retumbar, ribombar, troar 
Cão - acuar, aulir, balsar, cainhar, cuincar, esganiçar, ganir, ganizar, ladrar, latir, maticar, roncar, ronronar, rosnar, uivar, ulular 
Capivara - assobiar 
Caracará - crocitar, grasnar, grasnir 
Carneiro - balar, balir, berrar, berregar 
Cavalo - bufar, bufir, nitrir, relinchar, rifar, rinchar 
Cegonha - gloterar, grasnar 
Chacal - regougar 
Champanha - espocar, estourar 
Chave - trincar 
Cigarra - cantar, chiar, chichiar, ciciar, cigarrear, estridular, estrilar, fretenir, rechiar, rechinar, retinir, zangarrear, zinir, ziziar, zunir 
Cisne - arensar 
Cobra - assobiar, chocalhar, guizalhar, sibilar, silvar 
Codorna - piar, trilar 
Coelho - chiar, guinchar 
Condor - crocitar 
Copo - retinir, tilintar, tinir 
Coração - bater, palpitar, pulsar, arquejar, latejar 
Cordeiro - berregar, balar, balir 
Corneta - tocar, estrugir 
Corrupião - cantar, gorjear, trinar 
Coruja - chirrear, corujar, crocitar, crujar, piar, rir 
Corvo - corvejar, crocitar, grasnar, crasnar 
Cotovia - cantar, gorjear 
Cozimento - escachoar, acachoar, grugulejar, grugrulhar 
Crocodilo - bramir, rugir 
Cuco - cucular, cuar 
Curiango - gemer 
Cutia - gargalhar, bufar 
Dedo - estalar, estrincar 
Dente - estalar, estalejar, ranger, ringir, roçar 
Doninha - chiar, guinchar 
Dromedário - blaterar 
Égua - V cavalo 
Elefante - barrir, bramir 
Ema - grasnar, suspirar 
Espada - entrechocar, tinir 
Espingarda - espocar 
Esporas - retinir, tinir 
Estorninho - pissitar 
Falcão - crocitar, piar, pipiar 
Ferreiro - V araponga 
Flecha - assobiar, sibilar, silvar, zunir 
Fogo - crepitar, estalar 
Foguete - chiar, rechiar, esfuziar, espocar, estourar, estrondear, pipocar 
Fole - arquejar, ofegar, resfolegar 
Folha - farfalhar, marulhar, sussurrar 
Fonte - borbulhar, cachoar, cantar, murmurar, murmurinhar, sussurrar, trapejar 
Fritura - chiar, rechiar, rechinar 
Gafanhoto - chichiar, ziziar 
Gaio - gralhar, grasnar 
Gaivota - grasnar, pipilar 
Galinha d'angola - fraquejar 
Galinha - carcarejar, cacarecar, carcarcar 
Galo - cantar, clarinar, cocoriar, cocoricar, cucuricar, cucuritar 
Gambá - chiar, guinchar, regougar 
Ganso - gasnar, gritar 
Garça - gazear 
Gato - miar, resbunar, resmonear, ronronar, roncar, chorar, choradeira 
Gaturamo - gemer 
Gavião - guinchar 
Gongo - ranger, vibrar, soar 
Gralha - crocitar, gralhar, gralhear, grasnar 
Graúna - cantar, trinar 
Grilo - chirriar, crilar, estridular, estrilar, guizalhar, trilar, tritrilar, tritrinar 
Grou - grasnar, grugrulhar, gruir, grulhar 
Guará (ave pernalta) - gazear, grasnar 
Guará - uivar 
Hiena - gargalhar, gargalhear, gargalhadear 
Hipopótamo - grunhir 
Inambu - piar 
Inseto - chiar, chirrear, estridular, sibilar, silvar, zinir, ziziar, zoar, zumbir, zunir, zunitar 
Jaburu - gritar 
Jacu - grasnar 
Jaguar - V onça 
Jandaia - V arara 
Javali - arruar, cuinchar, cuinhar, grunhir, roncar, rosnar 
Jia - coaxar 
Jumento - azurrar, ornear, ornejar, rebusnar, zornar, zurrar 
Juriti - arrular, arulhar, soluçar, turturinar 
Lagarto - gecar 
Lama (quando batida com as mãos, com os pés ou com o corpo) - chapinhar 
Leão - bramar, bramir, fremir, rugir, urrar 
Lebre - assobiar, guinchar 
Leitão - bacorejar, cuinchar, cuinhar 
Leopardo - bramar, bramir, fremir, rugir, urrar 
Líquido - gluglu, gorgolejar 
Lobo - ladrar, uivar, ulular 
Locomotiva - apitar, resfolegar, silvar 
Lontra - assobiar, chiar, guinchar 
Macaco - assobiar, guinchar, cuinchar 
Macuco - V inambu 
Maitá, maitaca - V baitaca 
Mar - bramar, bramir, marulhar, mugir, rebramar, roncar 
Marreco - grasnar, grasnir, grassitar 
Martelo - malhar 
Melro - assobiar, cantar 
Metal - tinir 
Metralhadora - pipocar, pipoquear, matraquear, matraquejar 
Milhafre - crocitar, grasnar 
Milheira - tinir 
Mocho - chirrear, corujar, crocitar, piar, rir 
Morcego - farfalhar, trissar 
Mosca - zinir, zoar, zumbir, zunir, zumbar, ziziar, zonzonear, sussurrar, azoinar, zunzum 
Motor - roncar, zunir, assobiar, zumbir 
Mula - V burro 
Mutum - cantar, gemer, piar 
Onça - esturrar, miar, rugir, urrar 
Onda - bater, bramir, estrondar, murmurar 
Ovelha - balar, balir, berrar, berregar 
Paca - assobiar 
Palmas (das mãos) - estalar, estrepitar, estrugir, soar, vibrar 
Pandeiro - rufar 
Pantera - miar, rosnar, rugir 
Papagaio - charlar, charlear, falar, grazinar, parlar, palrear, taramelar, tartarear 
Pardal - chaiar, chilrear, piar, pipilar 
Passarinho - apitar, assobiar, cantar, chalrar, chichiar, chalrear, chiar, chilrar, chilrear, chirrear, dobrar, estribilhar, galrar, galrear, garrir, garrular, gazear, gazilar, gazilhar, gorjear, granizar, gritar, modular, palrar, papiar, piar, pipiar, pipilar, pipitar, ralhar, redobrar, regorjear, soar, suspirar, taralhar, tinir, tintinar, tintinir, tintlar, tintilar, trilar, trinar, ulular, vozear 
Patativa - cantar, soluçar 
Pato - grasnar, grassitar 
Pavão - pupilar 
Pega - palrar 
Peixe - roncar 
Pelicano - grasnar, grassitar 
Perdigão, perdiz - cacarejar, piar, pipiar 
Periquito - chalrar, chalrear, palrar 
Pernilongo - cantar, zinir, zuir, zumbir, zunzunar 
Peru - gluginejar, gorgolejar, grugrulejar, grugrulhar, grulhar 
Pião (brinquedo) - ró-ró, roncar, zunir 
Pica-pau - estridular, restridular 
Pintarroxo - cantar, gorjear, trinar 
Pintassilgo - cantar, dobrar, modular, trilar 
Pinto - piar, pipiar, pipilar 
Pombo - arrolar, arrular, arrulhar, gemer, rular, rulhar, suspirar, turturilhar, turturinar. 
Porco - grunhir, guinchar, roncar 
Porta - bater, ranger, chiar, guinchar 
Poupa - arrulhar, gemer, rulhar, turturinar 
Rã - coaxar, engrolar, gasnir, grasnar, grasnir, malhar, rouquejar 
Raposa - regougar, roncar, uivar 
Rato - chiar, guinchar 
Rinoceronte - bramir, grunhir 
Rola - V pombo 
Rouxinol - cantar, gorjear, trilar, trinar 
Sabiá - cantar, gorjear, modular, trinar 
Sagüi - assobiar, guinchar 
Sapo - coaxar, gargarejar, grasnar, grasnir, roncar, rouquejar 
Seriema - cacarejar, gargalhar 
Serpente - V cobra 
Tico-tico - cantar, gorjear, trinar 
Tigre - bramar, bramir, miar, rugir, urrar 
Tordo - trucilar 
Toupeira - chiar 
Touro - berrar, bufar, mugir, urrar 
Tucano - chalrar 
Urso - bramar, bramir, rugir 
Urubu - V corvo 
Vaca - berrar, mugir 
Veado - berrar, bramar, rebramar 
Vespa - V abelha 
Zebra - relinchar, zurrar

Mãe Querida,

Há quase três anos, 30 de abril de 2017, vivenciamos juntas a triste partida do seu grande e inseparável companheiro, meu amado pai. Aos pr...