quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Parabéns, meu velho!

Meu Pai, Meu Velho, Meu AMIGÃO: infinito é o seu coração!

Este Homem, que admiro tanto, com olhar longínquo, sempre pronto e atento na medida dos seus limites, ainda me mostra o caminho da dignidade, honestidade, trabalho e esperança. Este Homem brincalhão, porém silencioso e pensativo, de fé e grande luta, bondoso e sincero, hoje completa 88 anos. Viva!! JJ

Obrigada Pai, por orientar o meu caminho de lutas e incertezas, mas também, de muitas esperanças e sonhos. Privilégio inexplicável ser sua filha, comemorarmos mais um ano de vida e tê-lo como o meu maior presente, para sempre!

Nesse ano não passaremos juntos, mas as minhas orações me levam aí pertinho e assim, agradecemos a presença de Deus que, mais uma vez, concede-nos a graça da saúde, paz, amor e alegrias.
Que hoje o sol esteja mais brilhante e alegre o nosso semblante! JJ

E.. “que o nosso aaaaniversário, seja muito feliz...”  (Salima)

Feliz 88, PAI. Te amo além da conta!




domingo, 3 de janeiro de 2016

Os Melhores Votos

Texto muito oportuno de Gui Carloni que abrilhanta este acervo:

"Passada a euforia das festas, os fogos, as sete ondas, as doze uvas, o bom velhinho, os votos imprecisos e toda a volúpia alimentar que caracteriza, via de regra, os finais de ano, deixo aqui meus votos para o recém chegado dois mil e dezesseis.
Que neste ano os quatro "porquês" possam ser finalmente diferenciados e usados adequadamente. Basta de desigualdade; é muita injustiça com os (sempre) três preteridos.
Que 2016 traga luz às pessoas que desejarão, demarcando o plural com "ão" e não com "am", um "feliz 2017 a todos", sem o acento indicativo de crase
Quando estiverem na praia, por favor, lembrem que todo coco tem casca, polpa, água e são ricos em minerais, mas nenhum tem acento. Seguem o exemplo da melancia. Hidratem-se.
Que todos possam curtir as férias, passear com suas respectivas famílias e tirar muito autorretrato bacana, sempre de olho e respeitando as leis de trânsito e da gramática. Se forem viajar, viajem com "j" e aproveitem a viagem com "g".
Falando em viajar, seja aonde for, que seja frutífero. Aqui, acolá ou onde quer que for.
Que o retorno ao trabalho seja mais prazeroso do que doloroso, mas que nada seja feito de forma atribulada a ponto de confundirmos os "mais" com os "mas".
Ainda no trabalho, ao esclarecer que alguns documentos estão sendo enviados num e-mail, que as pessoas deem lugar à concordância e digam que tais arquivos "seguem anexos".
Que o "de repente", assim, invariavelmente separado, surpreenda positivamente a cada um de vocês. Com certeza, que tambėm não é uma palavra única, este seria um indicativo de ano aprazível.
Há e sempre haverá razões para que algo precise ser lembrado ou esquecido. Há e não "a" ou "à". Haverá e não "haverão". Se a lembrança ou o esquecimento envolverem a preposição
"de", um pronome oblíquo precisa aparecer. Lembrem! E não se esqueçam disto!
Esta outra aqui já é do conhecimento de todos faz muitos anos. Toda vez que "fazer" precisar ser usado para descrever um tempo, ele deve permanecer no singular.
No final de tudo, caso você se engane e precise consertar algum erro, não se acanhe. É normal. Não faz mal. Nem mau,
que são muito diferentes. Entretanto, conserte com "s". E ficaremos quites, novamente com "s".
"Menas" não existe. "A nível de" é errado. "Senão" e "se não" são coisas diferentes. "Descriminar" não é "discriminar". "De mais" não é o mesmo que "demais". Não é demais?
São meus sinceros votos para 2016 (em diante)!"
                                                                                                                                                     Gui Carloni 02/01/2016

Olá pessoal! Feliz 2016.
A partir de 01.01.2016 entra em vigor o Novo Acordo Ortográfico.


sábado, 12 de dezembro de 2015

Feliz 83, Mãe Querida!

Que o seu  aaa-ni-ver-sá-rio... seja muuui- to feliz...

Enquanto algumas pessoas fazem de tudo para tornarem-se marcantes, outras agem naturalmente e tornam-se inesquecíveis.

O que dizer de uma mulher que ao dar a vida, entrega a sua; ao lutar por seus filhos esquece-se de si mesma; ao desejar o sucesso deles abandona os seus anseios; ao vibrar com suas vitórias, esquece seu próprio mérito.

O que dizer de uma mãe que ao receber injustiças, responde com seu amor; e que ao relembrar o passado faz um pedido: Deus proteja os meus filhos por toda a vida.

Que bom seria se Deus, por um descuido, te fizesse eterna.
Feliz 83, mãe querida!


Todo o meu amor
Todo o meu carinho,
Zi

13/12/15

terça-feira, 30 de junho de 2015

Verbos Abundantes - Chego ou chegado?

Uma dúvida persiste entre os falantes de Português, no Brasil. Afinal, de acordo com as regras gramaticais, qual é a forma correta: "Ele tinha chego" ou "Ele tinha chegado"? Pra gente começar a conversa, precisamos entender por que alguns verbos assumem mais de uma forma de conjugação.
Já ouviu falar em verbos abundantes?
Segundo os principais dicionários e gramáticas, verbos abundantes são os verbos irregulares que apresentam mais de uma forma de conjugação equivalente para o mesmo tempo e pessoa. No caso de "chego" e "chegado", estamos falando de formas equivalentes de particípio.
E o fato gramatical é: o verbo CHEGAR não apresenta particípio abundante, ou seja, não possui duas formas equivalentes. Portanto, o correto é CHEGADO; e não chego. No caso que citamos no início deste texto, o adequado é "Ele tinha CHEGADO".
Mas por que tanta gente acaba usando construções como "Ele tinha chego"?
Como verificamos, alguns verbos possuem formas equivalentes. No caso do particípio, são abundantes os verbos: expulsar, pagar, ganhar e salvar, por exemplo. Por essa razão, são aceitas as construções: "Ele foi expulso da escola" e "O boleto foi pago".
Então, por que o desvio gramatical acontece? Um dos prováveis motivos é o de que o falante faz analogia (comparação) ao termo e emprega a mesma forma em outros verbos similares. Se eu digo, "ele tinha salvo o arquivo" (correto), posso dizer, também, "ele tinha chego em casa" (incorreto).
Se eu digo, "O projeto foi aceito pela diretoria" (correto), vou dizer "Ele tinha trago os sapatos" (incorreto). Pela simples comparação, o usuário faz novas construções que, inicialmente, não existem na gramática.
E tem outro detalhe: uma das formas do particípio é igual ao presente do indicativo. Veja só:
Eu trago quem quiser na minha casa. (correto: presente do indicativo)
Ele tinha trago à festa todos os amigos. (erro: particípio do verbo “trazer” - não abundante)
Verifique alguns exemplos de verbos abundantes que possuem duas formas de particípio:
  • ACENDER - acendido, aceso
  • ACEITAR - aceitado, aceito
  • CORRIGIR - corrigido, correto
  • ELEGER - elegido, eleito
  • EXPULSAR: expulsado, expulso
  • ENTREGAR - entregado, entregue
  • EXTINGUIR - extinguido, extinto
  • FIXAR - fixado, fixo
  • FRITAR - fritado, frito
  • LIMPAR - limpado, limpo
  • PRENDER: prendido, preso
  • SALVAR: salvado, salvo
  • SOLTAR: soltado, solto
Percebemos, por meio da analogia, a formação de novas construções. Fique atento às duas formas de particípio aceitas pela gramática. Saber analisar as características brasileiras do Português é muito importante. E ter o conhecimento das normas vigentes, também.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Não Perdi Nada

Não foi perda de tempo, como generalizou o Gregório em sua coluna de hoje (27/10/2014) na FSP.(http://bit.ly/1FQ6PZY)
Participei de algumas discussões políticas recentemente [talvez uma dezena], nas proximidades das eleições presidenciais de 2014. Assisti integralmente a cerca de 80% dos debates da televisão, com exceção ao último do segundo turno, do qual apenas pude ver o replay dos “melhores momentos” – na valiosa internet. Foram umas vinte horas atento a isso.
Empreguei outras tantas (horas) em leitura de jornais, sites, colunas aleatórias e revistas – de todos os “lados”. Sim, não há publicação idônea – vivamos com isso! Viajei, por fim, 1.400km em dois turnos, para exercer meu direito-dever; foram cerca de dezessete horas na empreitada dos trajetos, enfrentando as filas e votando.
Não perdi nada, não. Não perdi tempo. Não perdi os votos. Não perdi amigos. Não perdi a linha em nenhum momento. A (minha) esperança, aquela de sempre, só ruiu quando a primeira parcial foi revelada, pouco depois das 20h, mostrando uma diferença pequena (50,99% x 49,01%) a favor da situação, já com mais de 90% da apuração encaminhada. O número surgiu aos olhos, no aplicativo do TSE para celulares (20s antes da TV!), como um murro, bem dado, na boca do meu estômago. Nauseei, mas era preciso respirar. Acompanhei o restante do escrutínio, F5 detrás de F5, até a consagração do eleito – ou reeleita, mais precisamente.
Vitória incontestável. Éramos mais 142 milhões de votantes; 30 milhões dos quais (21%!) não apertaram o verde ontem. Democracia se fazendo lei, apesar da ausência de um em cada cinco brasileiros. Pelos dados, vê-se que a região Sudeste contribuiu decisivamente para o resultado. Chorem, esperneiem, revoltem-se. Os números são o que são.
As publicações digitais que sucederam a confirmação da reeleição da presidente, feita pelo TSE perto das 21h, merecem um capítulo de um livro – se não (em) vários deles – por algum cientista político ou estudioso de sociopolítica e comportamento humano. Alguém que possa ir até as zonas mais abissais do pensamento de seres humanos, especialmente daqueles que se revelaram extremamente cruéis e impiedosos. Tremenda falta de esportividade, para arrematar meu diagnóstico. Espécimes que, quem sabe, deveriam ser desclassificadas do reino e espécie a que um dia foram catalogados. Assim como os bandidos que depredaram a sede da revista Veja, e por pleno merecimento!
O que se viu nas redes sociais (extensão de nossas vidas reais e que, por isso, representam quem somos) foi, pra mim, apavorante.
Um ódio desmedido, uma série de inverdades encimadas por impropérios chulos, onde xenofobia era “arroz com feijão”. Acusações de ambas as partes, um festival de boçalidade. Havia excesso de ego e escassez de oxigênio – vital ao raciocínio. Gente incitando violência e até… o impeachment* da presidente reeleita. Quem acha que ganhou, por falta de lucidez. Quem acha que perdeu, por despeito.
*Não que não possa ocorrer, diga-se. Mas antes, é preciso que o congresso se sinta ameaçado. Até lá, há um bom caminho.
Imaginem: algumas dessas pessoas cogitaram separações geográficas no país, através… de um muro! Outras alegaram não ter mais orgulho da nação e não mais querer viver por essas bandas. Entendo o sentimento, a decepção e a derrota. A incivilidade, não. E tampouco compartilho do ódio ou da forma com a qual eles foram revelados. Estou tão ou mais descontente com o resultado do que eles, mas não há como compactuar com tamanha irascibilidade. Tudo era dicotomizado, como se assim pudesse ser. Reduziam-se, inaptamente, o entendimento e a explicação de fenômenos complexos ao conteúdo de “uma linha”, por vezes mal escrita. A generalização a desserviço do mundo – e de forma desencorajadora. Nota mental: há ainda um Everest de coisas a serem ensinadas às minhas filhas.
Mais da metade do país (representado aqui pelos que compareceram às urnas) se mostrou desconfortável e, logo, contra a situação. Somando-se os votos brancos, os nulos e os contrários à reeleição, foram 58 milhões de “confirma” não precedidos do número 13. Precedidos dele, 54 milhões. Mensagem de abrangência e importância inquestionáveis, dando conta de que a maioria da população não é conivente e não está feliz, entre outros, com a corrupção e a ineficiência econômica do país. Conceder voto ao partido que tem parte da liderança presa e que, segundo se apura, foi o maior aparelhador do Estado é – de fato – prá lá de preocupante. Há mais: até 2018, o partido dos trabalhadores terá nomeado, entre outros cargos, dez dos onze ministros do STJ, passando a reinar também no órgão judiciário máximo da nação. Uma lástima não termos promovido a troca do comando, cujas consequências são desconhecidas e amedrontadoras. O mesmo se aplica para o monopólio instalado no governo do estado de São Paulo.
Mesmo assim, não acho correto nem consigo julgar o voto das pessoas sem sê-las. Parece óbvio, mas não é; ainda que eu não entenda ou não concorde com elas. Sinto-me incapaz de fazê-lo sem considerar o que elas consideraram e sem, “polianamente”, sofrer o que elas sofrem [usando a acepção neutra do verbo sofrer]. O único que eu conseguiria fazer seriam análises simples de algumas relações entre os fatores regionais, a possível influência das pesquisas nos resultados, o “quem-sabe” poder dos debates e o temido alcance das mídias sobre as pessoas. Correlações que busquei entender, mas elas não são o objetivo desta argumentação.
Não conseguiria fazer aqui também críticas à igreja ou às milícias (leiam o texto do Gregório), sem ser do ou viver no Rio de Janeiro. O resultado em Minas Gerais é outra análise complicadíssima, frente à qual me sinto um cego tateando uma bula qualquer.
Na manhã seguinte ao resultado, acordei triste, um gosto amargo na boca, em uma espécie de depressão pós-pleito; batizei-a logo de DPP. Quisera que ela fosse fruto apenas da derrota do ‘meu’ candidato. Porém, a anos-luz disso, ela nasce e cresce exponencialmente na revelação da incapacidade de compreensão, diálogo e da postura desprezível de alguns brasileiros conhecidos (meus).
Definitivamente, no meu caso e apesar da ressaca moral, não perdi nada, Gregório.
[Guilherme Carloni, Out’14]

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Adeus ao Tio Nege


Não há um vocábulo sequer que minimize o pesar de uma perda.  É um momento extremamente solitário, que requer espaço para a tristeza, espaço para algo que não tem remédio e acontece, de vez em quando, com todos nós.

A lei da entropia continua “linha dura”: tudo lentamente se desgasta, o corpo enfraquece, os anos deixam marcas, as doenças nos tiram, irrefreavelmente, nosso capital vital. É a lei da vida que inclui a morte.

Há momentos que somos tomados por uma enorme sensação de inutilidade, de vazio. Morremos um pouco, cada vez que perdemos um ente querido. E como era querido esse meu tio!

De repente ele se foi. Foi morar com Deus. Deixou esse mundo para ocupar o melhor dos lugares, que deve ser reservado a quem tudo deu e fez para ganhá-lo. Partiu, mas será sempre lembrado pela vontade de vencer, por seu gosto pela vida, e, principalmente, pela alegria com a qual saudava àqueles a quem amava, com todo o carinho que a eles dirigia.

Pensei em registrar aqui algo significativo, como, por exemplo, os felizes momentos nas incontáveis viagens que fizemos por esse país. Nas praias, com toda a nossa família, o pão quentinho e o café da manhã eram, religiosamente, garantidos por sua ‘conta’. Da Praia Grande a Manaus, do Rio de Janeiro a Brasília, de Guarapari a Florianópolis, lá estava ele, sempre tão presente e prestativo,, em todos os momentos da nossa vida. Nunca esquecerei o prazer dessa companhia.

Há exatos dois meses, quando o vi pela última vez, passamos momentos tão alegres, que ainda causam-me muita emoção. Levarei comigo, todas as palavras, as mais doces lembranças, incontáveis conselhos, sorrisos pacificadores e um real aprendizado do amor incondicional.

Guardarei para sempre o seu semblante humilde , o seu jeito brando, sua presença amiga e todos os seus ensinamentos de tio, padrinho, amigo, confidente, irmão, por muitas vezes pai, parceiro, companheiro, um GRANDE HOMEM, que para sempre será.

Creio verdadeiramente, que Deus o escolheu como companheiro, porque somente os filhos especiais se tornam anjos celestiais.
Acolha-o no teu reino de paz, Senhor, como uma oração de gratidão, por ter feito dele, uma das grandes alegrias da minha vida.

Jamais te esquecerei, meu querido tio Nege.


Profundamente sensibilizada.
Zilda Carloni
01.01.2014

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Homenagem aos meus pais



Hoje, 28/06/2013, é dia de comemorar algo muito especial: é o dia de um casal diamantado: Emilio Carloni e Salima Elias Carloni. Eles iniciaram uma história que começou há 60 anos, com a celebração de um belo matrimônio. Os encantos daquele dia não se apagaram, continuam até hoje e nos mostram o quanto é belo saber cultivar o amor.
Hoje é dia de desejar-lhes felicidades na grandeza desse momento sem igual: Bodas de Diamante!


É fácil imaginar como deve ter sido lá no início: uma simples aproximação, talvez um sonho distante, um despretensioso namoro; depois, o noivado e o casamento. Um lugar encantado acolhia parentes, amigos e convidados. Todos, alegremente, cobriam o casal, com orações e com os mais sinceros votos de felicidades.


Sessenta anos de convivência formam várias histórias que o tempo jamais apaga. Certamente, foram muitos os momentos importantes em meio a tantas dificuldades. 


Sessenta anos de matrimônio, que marca admirável! Poucos, na vida, têm a oportunidade de comemorar, com alegria e saúde, esse inesquecível acontecimento. Ele demonstra o quanto valeu manter a serenidade, a firmeza e a determinação para enfrentar a vida. Hoje, podemos perceber no brilho do olhar de ambos, o sentimento de felicidade pela sabedoria de terem preservado tão grande amor. Fica o exemplo; nenhum outro acontecimento envolvendo vidas humanas é tão significativo como esse.


A vocês, meus pais, desejo que a paz contagie as demais gerações, a fim de que elas possam seguir esse belo exemplo de união como um legado indispensável à prática do amor na vida a dois. Parabéns!!

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Portão 11


Salão de embarque.
Um casal dialoga.
Segunda-feira [muito] cedo.
Ela não tira férias há três anos.
Por cinquenta minutos.
Espero o primeiro voo.
Ela chegou primeiro.
Antes do que eu, inclusive.
Toma suco de laranja.
Falam da contratação dele, prestes a cumprir um ano.
Vestes informais.
Sapato preto com brilhos dourados.
Bebo água.
Ele traja jeans e camisa do dia-a-dia corporativo.
E trouxe um terno embalado.
Ela, alguns quilos de sobrepeso.
Come uma salada de frutas.
E tem formação green belt.
Confiro meus e-mails.
Trabalha um pro outro.
Ele pra ela.
Sentados estamos.
Ele é diretor.
Casado.
Dela, não se pode afirmar.
Em uma empresa farmacêutica.
Vamos para Cali.
Ela usa dois celulares e um tablet.
Cuidam de compliance.
Ele tem problema nos óculos.
Não é na Schering.
Não é na Merck.
Ele veio da Merck.
Ele tem “crianças” e não viajarão no Carnaval.
Ele fala mais que ela.
Não é na Sigma.
Ela gosta da Bahia.
Nem na Solvay.
Ele, Gustavo.
Uns 38.
Ela, Cris.
Cris, só Cris ou redução de outro?
Aparenta 35.
Observar sem ser notado.
Reveladora e divertida arte.
Última chamada.
O portão 11 nos engoliu.


@GuiCarloni Fev/2013

Mãe Querida,

Há quase três anos, 30 de abril de 2017, vivenciamos juntas a triste partida do seu grande e inseparável companheiro, meu amado pai. Aos pr...